Existe um ritmo em Florianópolis que não está nos guias turísticos convencionais. É o ritmo determinado pela direção do vento, pelo desenho das pedras e pelo tempo que a maré leva para encher. Quando o vento sul entra rasgando a costa, a ilha parece nos pedir para recolher o excesso e focar no essencial.
Caminhar por aqui com olhos de contemplação é um exercício de desaceleração. Não se trata de chegar ao topo de uma trilha para garantir uma foto, mas de perceber como a luz da tarde corta as copas das árvores e como o som do mar muda de acordo com a praia que você escolhe para silenciar.
O silêncio que mora no sul
Se você seguir em direção às comunidades mais antigas da ilha, onde o casario colonial ainda dita a proporção das ruas, vai perceber que o tempo se move de outra forma. Lá, os barcos de pesca descansam na areia com a paciência de quem sabe que o mar tem suas próprias regras.
Parar ali, sem o ruído das notificações do celular, é o primeiro passo para alinhar o seu ritmo interno com o ritmo da natureza. É o “sem pressa, sem barulho” ganhando forma geográfica.
A lição do caminho: A verdadeira viagem transformadora não exige passaportes complexos; exige apenas a disposição de estar inteiramente presente onde os seus pés estão tocando o chão.
O ritual: Encontre uma pedra firme, sinta o vento no rosto e gaste pelo menos dez minutos apenas observando a linha do horizonte. É um detox necessário para os dias de hoje.
Carregar na memória, viver no presente
Voltar para casa depois de um dia de contemplação pela ilha traz um refinamento sutil para o cotidiano. A calmaria que você encontra naquelas praias isoladas e nos caminhos de terra de Florianópolis serve de combustível para os momentos em que o mundo lá fora parece acelerar demais.


A Maré de Lua nasce desse desejo: ser o registro impresso e digital desses refúgios, lembrando que a beleza e o bem-estar estão sempre ao alcance de quem decide, simplesmente, caminhar mais devagar. serve de combustível para os momentos em que o mundo lá fora parece acelerar demais.
A Maré de Lua nasce desse desejo: ser o registro impresso e digital desses refúgios, lembrando que a beleza e o bem-estar estão sempre ao alcance de quem decide, simplesmente, caminhar mais devagar.

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